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Pecuária

Leite bate recorde no Brasil com o menor rebanho ordenhado desde 1979; Mato Grosso vai na contramão

Produtividade por vaca subiu quase 6% e levou a produção nacional a 36,68 bilhões de litros em 2025. Em Mato Grosso, custos altos tiraram produtores da atividade.

Por GuilhermedaPorteira · 20/10/2026 09:30
Leite bate recorde no Brasil com o menor rebanho ordenhado desde 1979; Mato Grosso vai na contramão
Vaca da raça Holandesa em pastagem, vista de perto
Vaca Holandesa. Foto: Keith Weller/USDA, via Wikimedia Commons (domínio público)

O Brasil nunca produziu tanto leite quanto em 2025, e fez isso com cada vez menos vacas. De acordo com o IBGE, a produção chegou a 36,68 bilhões de litros, alta de 2,63% sobre 2024 e o maior volume da série histórica. No mesmo período, o número de vacas ordenhadas caiu 2,98%, para 14,68 milhões de cabeças, o menor rebanho em ordenha desde 1979.

Cada vaca produz mais

O recorde veio do ganho de produtividade. A média nacional chegou a 2.498,69 litros por vaca no ano, 5,79% a mais que em 2024. Segundo o IBGE, o avanço se explica pelo melhoramento genético do rebanho e pelo uso de mais tecnologia nas propriedades leiteiras.

Na prática, o setor está produzindo mais com menos animais. Essa eficiência pesa cada vez mais na rentabilidade, num momento em que os custos de produção apertam as margens do produtor.

Mato Grosso perde produtores

Em Mato Grosso, os números foram no sentido contrário. O estado produziu 403,96 milhões de litros em 2025, queda de 6,59% sobre o ano anterior. O rebanho ordenhado diminuiu 6,24%, para 246,56 mil vacas, o menor número em 28 anos.

A queda está ligada à saída de produtores da atividade, pressionados pela alta dos custos, principalmente da alimentação do rebanho. Quando as despesas sobem mais rápido que a receita, fica difícil manter a produção de leite viável.

Os dados de 2025 mostram dois retratos da pecuária leiteira. No país, genética e tecnologia sustentaram uma produção recorde. Em Mato Grosso, o custo da alimentação está afastando produtores. Nos dois casos, eficiência e controle de custos aparecem como decisivos para a competitividade do setor.


Fonte: Portal Agrolink (Seane Lennon, 14/10/2026), com dados do IBGE. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.

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