Entrada de gado nos confinamentos dos EUA cai 12% e é a menor para setembro desde 1996
USDA contabilizou 1,777 milhão de cabeças em setembro. Quadro de oferta apertada nos EUA pode manter a demanda externa por carne aquecida.
Os confinamentos dos Estados Unidos receberam em setembro 12% menos bovinos do que no mesmo mês de 2025. Segundo relatório do Departamento de Agricultura americano (USDA), divulgado na sexta-feira (23), entraram 1,777 milhão de cabeças. É o menor número para setembro desde o início da série, em 1996.
Estoque e vendas também recuam
Em 1º de outubro, os confinamentos com capacidade para pelo menos mil animais tinham 11,168 milhões de cabeças, cerca de 1% a menos que um ano antes. A venda de animais terminados caiu 7% em setembro, na comparação anual.
A queda nas entradas foi maior do que os analistas esperavam. O dado reforça o quadro de oferta apertada no país e indica que o gado disponível para abate deve continuar escasso nos próximos meses.
O que isso significa para o Brasil
A menor produção americana pode manter aquecida a procura externa por carne bovina, mas isso não garante mais embarques brasileiros. O resultado depende das regras de importação dos EUA, da concorrência de outros fornecedores e do apetite dos compradores. Já a hipótese de que os pecuaristas americanos estejam segurando mais novilhas para recompor o rebanho ainda precisa ser confirmada por outros indicadores.
Fonte: Pecuária.com.br (26/10/2026), com dados do USDA. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
Imagem de destaque: Vista aérea de confinamento de bovinos no Novo México, EUA. Foto: Quintin Soloviev, via Wikimedia Commons (CC BY 4.0). Imagem ilustrativa, não registrada no local dos fatos.
